Nando tatooando e uma breve história da tatuagem

Nando tatooando e uma breve história da tatuagem

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Diretor de arte em publicidade, desenhista, artista plástico, surfista, guitarrista… e tatuador.  Esse é um resumo do portfólio de Nando Zenari. Seus desenhos, com traços bem característicos, já decoraram folhas de papel, telas, paredes e, agora, estampam também a pele. 

Suas ilustrações trazem alguns traços e elementos que estão quase sempre presentes, embora cada trabalho finalizado seja totalmente diferente do anterior. Ondas do mar, arabescos, corações, caveiras… e as rosas que, para mim, são a sua assinatura. A-do-ro!!! Para entender o que estou falando, é só darem uma olhada na coleção de imagens abaixo, com alguns de seus recentes trabalhos em preto e branco.

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Eu ainda não fiz a minha tatoo com ele, mas o desenho já está escolhido, só está faltando marcar a data. Quando eu fizer, mostro aqui.

Acredito que, para a maioria das pessoas, a ideia de ter uma tatuagem já surgiu em algum momento da vida, mesmo que no final tenha decidido que nunca faria.

Ou tem medo da dor? Imaginem então que, um dia, as tatuagens foram feitas com conchas ou ossos finos e uma vareta/martelinho de madeira para depositar a tinta na pele. O barulhinho do procedimento – algo soando como “tatau” – diz a lenda ser a origem da palavra, em inglês, tatoo, levada dos povos da polinésia para a Europa por James Cook, capitão da marinha britânica, no início do século 18.

Pois é, os desenhos na pele são usados há bastante tempo como forma de expressão, havendo relatos arqueológicos com mais de 5000 anos. E não apenas como forma de arte no corpo, mas também com muitos outros significados ao longo de todos esses anos, como simbologia de tribos, exércitos ou ganguescomo forma de buscar proteção após a morte; para diferenciar prisioneiros e escravos do restante da sociedade (império Romano); para numerar prisioneiros de guerra (segunda guerra mundial), entre outros.

Também já houveram proibições aos desenhos no corpo, como a imposta na Idade Média pelo Papa Adriano I, por motivações religiosas, ou a decretada em New York nos anos 60, por conta da epidemia de hepatite tipo B na cidade.

Algumas religiões ainda proíbem as tatuagens nos dias de hoje, como o judaísmo e algumas linhas do islamismo. Por outro lado, os desenhos são encorajados pelo hinduísmo, com significados de espiritualidade, espantar o mal e aumentar a beleza.

A maquininha elétrica só foi inventada e patenteada no final do século 19, por Samuel O´Reilly, um tatuador da cidade de New York.

No Brasil, a arte da tatuagem começou apenas nos anos 60, trazida pelo tatuador dinamarquês conhecido como Lucky Tatoo (Knud Harld Lucky Gregersen) que, após desembarcar no porto de Santos, em São Paulo, estabeleceu sua loja próximo ao cais, o que motivou anos e anos de preconceito e discriminação, afinal era uma região de boemia e considerada mal frequentada, com prostituição e drogas.

História a parte, atualmente as tatuagens estão cada vez mais assumindo a categoria de arte, no Brasil e no mundo. E uma arte para a vida toda. Isso porque a tinta é depositada pelas finíssimas agulhas do aparelho elétrico na camada interna da pele, a derme, que não sofre a contínua renovação celular como a camada externa. Apesar de já existirem métodos modernos de remoção das imagens pelos arrependidos, com a aplicação de laser, algumas cores/tintas podem ser mais teimosas que outras e necessitarem de um tratamento mais prolongado, caro e dolorido (a propósito, mais caro e mais dolorido que a própria tatoo original). Uma outra forma de lidar com arrependimentos é fazer uma nova tatuagem sobre a primeira, escondendo o que você não quer mais. Por isso, é fundamental procurar um excelente tatuador e pensar muito no desenho que vai fazer para tê-lo no seu corpo para sempre.

Beijos!!

P.S. Você já fez uma tatuagem e achou que doeu mais para preencher o desenho do que o contorno? Isso é porque a agulha penetra mais fundo na pele para o preenchimento (entre 2 e 2,5 mm) do que para o contorno (entre 1,5 e 2 mm) 😉

 

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